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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Saldo do emprego no Ceará é o pior da década

desempenho do Ceará foi ocasionado pela expansão do emprego nos setores da Construção Civil, Agropecuária e Indústria da TransformaçãoPara o ministro Manoel Dias, neste mês, haverá uma retomada no ritmo de criação de vagas
FOTO: AGÊNCIA BRASIL

Com 2.061 empregos com carteira assinada, em 2014, o Ceará teve o pior saldo de vagas para o mês de julho dos últimos dez anos, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), quando em igual mês de 2003 apenas 828 vagas, entre trabalhadores admitidos e demitidos, foram geradas.

O resultado de julho deste ano equivale a uma elevação de apenas 0,17%, ou 100 postos de trabalho a mais, em relação ao mês anterior e a uma queda de quase 29%, ou 839 colocações a menos, no confronto com igual mês do ano passado.

Resultados por setor

Tal desempenho foi ocasionado pela expansão do emprego principalmente nos setores da Construção Civil (+997), da Agropecuária (+697) e da Indústria da Transformação (+376). Por outro lado, Comércio e Serviços, setores que puxam a economia estadual, não deram contribuição satisfatória para o saldo de empregos de julho deste ano.

O primeiro gerou apenas 32 vagas, com acréscimo de apenas 0,01% ante o mês anterior, e o segundo apresentou retração de quatro postos de trabalho em igual período.

Segundo o analista de mercado de trabalho do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (Sine/IDT), Erle Mesquita, com o desaquecimento da economia desde 2011 é natural esse reflexo sobre o emprego, principalmente naqueles setores mais expressivos para a atividade econômica no Estado.

"No caso no Comércio e na Indústria, ainda mais diante desse quadro de desaceleração da economia, quando as empresas só contratam quando se esgotam alternativas de utilização da mão de obra já contratada, como o uso de horas extras, banco de horas entre outros para atender à demanda", explica o analista do Sine/IDT.

Acumulado do ano

Na série ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo, nos sete primeiros meses deste ano, houve acréscimo de 14.148 postos, o que equivale a um aumento de 1,19% no confronto com igual intervalo de tempo de 2013. Ainda na série com ajustes, nos últimos 12 meses, verificou-se crescimento de 4,04% no nível de emprego no Estado ou 46.713 vagas a mais.

Unidades da Federação

O desempenho alcançado pelo Ceará, em julho, o coloca na 7ª posição entre os que mais geraram empregos no ranking das unidades da federação. À sua frente estão São Paulo (8.308), Pará (6.287), Mato Grosso (3.741), Maranhão (3.441), Goiás (2.782) e Paraná (2.683).

Geração no País também é a menor em 15 anos no mês

Brasília. O Brasil registrou o menor saldo de criação de vagas de trabalho com carteira assinada para julho desde 1999. O total de empregos formais gerados no mês foi de 11.796, segundo dados divulgados ontem (21) pelo Ministério do Trabalho. O saldo de criação de vagas é 71,5% inferior ao de julho do ano passado, quando foram geradas 41,5 mil vagas.

O resultado de junho já havia sido ruim. Naquele mês, o total de vagas criadas (25.363) foi o pior para o mês desde 1998. De janeiro a julho, foram criados 632,2 mil novos postos no país. Os dados fazem parte do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). O número de julho é a diferença entre 1,746 milhão de contratações e 1,735 milhão de desligamentos.

Para o ministro do Trabalho, Manoel Dias, o país chegou ao "fundo do poço", mas a partir de agosto haverá uma retomada do ritmo de criação de empregos. Ele defendeu que o país continua criando vagas, ao contrário de muitos países no mundo, que sofreram forte impacto no mercado de trabalho em decorrência da crise.

Setores

Julho é o quarto mês seguido com fechamento de vagas na indústria de transformação. No mês, houve uma queda de 15,4 mil postos no saldo de vagas nesse setor. Segundo Dias, o governo ainda espera que o ano termine com saldo positivo de vagas nesse setor. "Nos meses de maio e junho, a desaceleração da indústria levou à redução das contratações e aumento das demissões. Em junho tivemos decréscimo, redução do número de trabalhadores dispensados. Esperamos que agora, no Caged de agosto, ele venha positivo".

Outros setores que puxaram o fraco desempenho foram o de ensino, com menos 3.219 vagas, e o de serviços de alojamento e alimentação, com menos 1.231 postos - baixa registrada no mês de encerramento da Copa.

O ministério justifica que as férias escolares justificam o resultado do setor de ensino.

Os setores de serviço e agricultura foram os que mais contribuíram para o saldo de contratações do mês, com a criação de 11,9 mil e 10 mil vagas, respectivamente. As regiões que puxaram a criação de vagas no país foram Norte (9.438 novos postos), Centro-Oeste (6.324) e Nordeste (6.013 vagas).

Anchieta Dantas Jr.
Repórter

Fonte: Dário do Nordeste
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