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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Brasil cai 27 posições e ocupa 58ª em ranking de bem-estar de idosos

com 23,3 milhões de pessoas com mais de 60 anos, o Brasil caiu da 31ª posição, em 2013, e segue atrás de países latino-americanos como Chile, Uruguai e Panamá.

A causa principal seria a piora no quesito "ambiente estimulante", que avalia segurança física, relacionamentos sociais, liberdades cívicas e acesso a transporte público.

Segundo o relatório, os protestos no Brasil influenciaram a percepção de segurança e bem-estar dos idosos.

O índice HelpAge International's Global AgeWatch mede o bem-estar social e econômico das pessoas acima de 60 anos, a partir de quatro quesitos principais: ambiente estimulante, segurança de renda (pobreza e cobertura de aposentadorias), status de saúde (expectativa de vida e bem-estar) e capacidades (emprego e educação para pessoas com mais de 60 anos).

Publicado no Dia Internacional das Pessoas Idosas das Nações Unidas, o índice tem países da Europa Ocidental, Austrália e América do Norte no topo, enquanto o Afeganistão está no fim da lista.

Os idosos brasileiros

O Brasil tem seu melhor desempenho em segurança de renda, no qual está em 14° no ranking geral, devido à cobertura por aposentadorias de 86,3% da população acima dos 60 anos de idade, baixa pobreza na velhice (8,8%) e à relativa cobertura de serviços básicos pelo Estado, o que possibilitaria aos idosos brasileiros serem mais independentes.

No entanto, o resultado do Brasil piora por conta do quesito ambiente estimulante, com queda da 40 para a 87 posição em relação ao estudo do ano passado.

Esse quesito mede a percepção dos idosos de sua capacidade de se conectar a outras pessoas e à sociedade, de usar o transporte público e quanto à percepção de segurança física.

De acordo com o relatório, a percepção de segurança dos idosos, por exemplo, caiu de 51% para 28%, por conta de tensões sociais.

Já no quesito status de saúde, o Brasil fica em 47 no ranking, com expectativa de 21 anos a partir dos 60 anos de idade, um a menos do que a média regional.

No quesito capacidades, que mede emprego e educação, o Brasil também fica perto da média regional, com 52,3% das pessoas acima dos 60 empregadas e apenas 21,1% com educação superior.

Mais idosos

A Noruega, líder do ranking, se destaca por cobertura total de aposentadorias, alto índice de educação e emprego na velhice e alta percepção de segurança entre idosos.

O relatório diz que, em 2050, cerca de 40 países no índice terão ao menos um terço de sua população com mais de 60 anos de idade.

No caso do Brasil, o índice deverá ser de 28,9% da população.

A ONU afirma esperar que o número global de pessoas com 60 anos ou mais chegue a 1,4 bilhão em 2030.

* Com informações da BBC Brasil
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