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sábado, 8 de novembro de 2014

Publicitária agredida por namorado universitário divulga imagens no Facebook

Uma publicitária cearense foi agredida fisicamente pelo namorado e postou foto e mensagem no Facebook, na última quarta-feira (5). O caso chamou a atenção de amigos da jovem, de apenas 24 anos.
Segundo a mensagem da publicitária, que pediu para não ter a identidade revelada, a agressão foi decorrente de problemas com alcoolismo do namorado, que é universitário e tem 24 anos. “Perdões por cima de perdões e mil segundas chances me levaram onde estou. Levei um murro e caí no chão. Então, mesmo sem conseguir me defender, levei ainda três socos na cabeça e dois chutes”, revelou a jovem.
A agressão ocorreu em 8 de outubro, por volta das 22h. Em contato com o Tribuna do Ceará, a publicitária revelou que namorava o rapaz há 1 ano e 7 meses. A relação era conturbada, com muitas idas e vindas. “Eu dormia várias vezes na casa dele. Antes de me pegar na minha casa, ele estava no bar bebendo. Isso era uma quarta-feira, porém ele já tinha bebido na segunda. Fiquei super insatisfeita com isso. Perguntei se ele tinha bebido, e ele disse ‘claro que não, meu amor’, mas eu já conhecia as mentiras. Ele bebia cachaça”, conta.
A jovem, então, pediu para ir embora. “Falei várias coisas, e acho que isso também fez ele explodir. Ele segurou os meus dois braços e disse que eu tinha dito que ia dormir lá. Comecei a bater, para me defender e me soltar. O pai dele estava dormindo, e a mãe mandando eu parar e ele me largar. Só sei que veio o primeiro murro e caí no chão. Ele não parou… se ajoelhou e me socou três vezes na cabeça”, lembra a publicitária.
A agressão só parou quando o pai do universitário acordou e segurou o filho. Quando a jovem conseguiu levantar, ainda foi agredida verbalmente com palavras de baixo calão. A polícia, apesar de ter sido acionada, não chegou ao local a tempo para prender o jovem em flagrante, e a Delegacia da Mulher estava fechada.
Outras agressões
De acordo com ela, o universitário já havia a agredido outras vezes, inclusive retirado de dentro do carro à força e jogado no chão, além de ter pressionado o rosto da jovem contra a cama. “O meu emocional está bem abalado. A Lei Maria da Penha não era nada do que eu pensei. Meu agressor não vai responder criminalmente, porque não tinha uma vida conjugal comigo. Vai, no máximo, pagar umas cestas básicas ou prestar serviço comunitário”, revelou no Facebook.
A repercussão na rede social foi grande, mas não da forma como a publicitária queria. Ela, inclusive, desabilitou a conta do Facebook e apagou a postagem. “Não quero que machuquem ele. Várias pessoas queriam o perfil, queriam saber quem ele era”.
Medida protetiva
Após o ocorrido, a jovem conseguiu que fosse aplicada uma Medida Protetiva, ou seja, o rapaz tem de manter 100 metros de distância da mesma e está impedido de entrar em contato com amigos em comum aos dois. Um inquérito será aberto ainda neste mês de novembro para que sejam ouvidas as testemunhas e definidas as medidas a serem impostas ao acusado.
A publicitária aproveitou a oportunidade para aconselhar mulheres de que não devem ter medo de denunciar o agressor. “Medo é conviver com um agressor ao seu lado. O álcool ou estresse não são motivos para agressão a nenhum ser humano. Esses fatores, principalmente o álcool, apenas faz mostrar a índole real da pessoa. Quero a minha vida de volta”, conclui.
Em Fortaleza, em 2013, foram expedidas 4.441 medidas protetivas pelo Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. O projeto Mulher Sem Medo, que garante o cumprimento das Medidas Protetivas de Urgência estabelecidas pela Lei Maria da Penha, foi implantado em abril em Fortaleza. Agora, foi decidido que o projeto será estendido para o interior. “Só temos dois juizados no Ceará: um na capital e outro na cidade de Juazeiro do Norte”, afirma a desembargadora Adelineide Viana.
O sistema prevê reduzir o número de reincidências e monitorar se as medidas protetivas estão sendo cumpridas. “Isso era uma preocupação, porque a mulher pedia as medidas protetivas, e ninguém tinha como fiscalizar os cumprimentos. A gente só vinha tomar conhecimento do descumprimento quando elas compareciam ao juizado e informavam”, explica.
De acordo com ela, mais de 70% dos infratores nunca cometeu outro crime. A partir desse perfil, será feito trabalho de educação e conscientização para que esses homens não voltem a cometer a mesma infração.
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