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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Cearense apontado como mensageiro da propina assusta Brasília

O doleiro Alberto Youssef, para distribuir toda a dinheirama roubada da Petrobras, contava com uma rede de corrupção pelo País. Em Brasília, operava sob seu comando o também doleiro Carlos Habib Chater, que tinha a seu serviço 400 contas de laranjas e cuja marca principal era funcionar sua empresa em um posto de gasolina na torre de tevê na própria Esplanada dos Ministérios.

Se Alberto Youssef fez delação premiada e contou tudo, o mesmo não ocorreu com Carlos Charter. Manteve-se calado. Porém, o seu mensageiro da propina, Carlos Alexandre de Souza Rocha, conhecido como 'Ceará', um dos primeiros indiciados na Operação Lava Jato, que investiga um dos maiores esquemas de corrupção, fraudes em licitações, desvios de verbas e lavagem de dinheiro na Petrobras, resolveu contar tudo que sabe.

Responsável pelo recebimento e entrega do dinheiro utilizado no pagamento de propinas para políticos e gestores públicos, Ceará, o mensageiro da propina, é considerado um dos principais colaboradores do MPF na investigação dos crimes, tendo apresentado à Justiça uma lista com mais de cem nomes de envolvidos. Todos políticos importantes com atuação no Congresso Nacional e em Brasília.

O acordo foi estabelecido depois que o Ministério Público Federal formalizou a denúncia contra Carlos Alexandre, o Ceará, apresentando provas do seu envolvimento com o crime organizado, como a gravação de um diálogo, interceptado pela Polícia Federal (PF), na qual ele afirma que não realiza operações pequenas, abaixo de R$ 50 mil. Em outra ligação, Ceará combina uma transação de R$ 5 milhões. Amigo há 20 anos de Alberto Youssef, era homem de confiança do doleiro Carlos Habib Chater. Segundo confessou a doleira Nelma Kodama à Polícia Federal, Ceará também transportava valores em moeda estrangeira, inclusive valores do tráfico internacional de drogas.

Em setembro do ano passado, após a formalização do acordo de delação premiada, a Justiça do Paraná suspendeu o processo contra Ceará. Ele, no entanto, ficou obrigado a se apresentar regularmente à Justiça. Na época do despacho, Carlos Alexandre, o Ceará, tinha residência em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Atualmente, seu endereço é mantido sob segredo pelo Ministério Público Federal, pois ele está sob proteção policial.
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