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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Ciro se revolta por Camilo receber Capitão Wagner no Abolição

O líder do Pros no Ceará, Ciro Gomes, não está contente com os rumos dados ao Executivo pelo novo governador Camilo Santana (PT). A aproximação do petista com os servidores do Estado, como os policiais e professores, que mantinham uma relação tensa com a antiga gestão de Cid Gomes (PROS), levantou críticas do ex-ministro e ex-secretário da Saúde. Ciro estaria disposto a romper com Camilo, por estar contrariado com as recentes conversas entre o novo governador e os opositores do governo passado.

Camilo, logo nos primeiros dias de seu Governo, resolveu deixar clara a marca que pretende deixar de sua administração. De acordo com ele mesmo, o diálogo será a principal estratégia usada para ultrapassar os obstáculos na gestão do Executivo Estadual.

Para oficializar a nova pretensão do Governo, de deixar as portas abertas para a discussão dos problemas e soluções, Camilo convidou, para um encontro individual, no Palácio da Abolição, todos os deputados estaduais, aliados e opositores, que irão compor a nova Legislatura. Entre os futuros membros da Assembleia Legislativa que aceitaram o convite, a figura de maior expressão foi a do deputado eleito Capitão Wagner (PR), tendo em vista os grandes embates entre ele e membros da antiga gestão de Cid Gomes.

Durante a última campanha eleitoral, tanto Cid como Ciro Gomes (PROS) bradaram aos quatro ventos que Capitão Wagner (PROS), representante da categoria dos policiais do Estado, era líder de uma milícia, ligada ao narcotráfico, estruturada dentro da Secretária de Segurança Pública de Defesa Social do Ceará. Após o pleito, Capitão Wagner (PROS) saiu vitorioso, sendo o parlamentar mais votado da história no Estado. As acusações contra ele, até hoje, não foram provadas.

Deixadas as tensões para trás, Camilo sentou-se com Wagner, de quem recebeu uma série de recomendações e propostas para a área da segurança pública, uma das mais críticas nos últimos anos. Mesmo breve, o encontro não agradou em nada a Ciro, líder do grupo político que articulou a candidatura do petista. Conta-se que, na época da campanha, Ciro não havia se convencido do potencial do candidato petista e que, por diversas vezes, nos bastidores, deixou transparecer seu descontentamento com Camilo. A recente atitude do governador, de cortejar o principal opositor do clã Ferreira Gomes, deixou o relacionamento ainda mais crítico entre os dois.

O que também despertou a ira de Ciro foi o avanço no processo de negociação entre Camilo e os servidores das universidades estaduais, em greve desde setembro passado. Para pôr fim à paralisação, o novo governo cedeu às reivindicações e prometeu realizar o concurso público destinado à contratação de professores efetivos para as instituições. A medida vinha sendo protelada há meses pelo então governador Cid. Ciro, com seu já conhecido temperamento forte, também foi personagem no andamento do protesto dos servidores, figurando nos jornais como responsável por agressões aos manifestantes.
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