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segunda-feira, 27 de abril de 2015

Manassés lança novo CD no Theatro São João, de Sobral, na próxima quarta-feira (29)

Um dos mais renomados músicos de todo o Brasil, o multiiinstrumentista cearense Manassés  está lançando um novo disco. “Mana Mano” traz Manassés tocando todos os instrumentos e mostrando novas composições. O CD chega com direito a uma temporada especial de shows, começando quarta-feira, 29/4, em Sobral, no tradicional Theatro São João, com entrada franca.

O universal pelo regional. Poucos artistas conseguiram assimilar e praticar este lema quanto Manassés de Souza, violonista, violeiro, guitarrista, compositor, arranjador e produtor musical cearense que está lançando seu 13º disco, o CD “Mana Mano”. Aplaudido pelo público cearense, nacional e internacional, aclamado entre os colegas instrumentistas e intérpretes, Manassés, autor de clássicos como “Briga de foice”, “Menino de rua” e “Palavra de amor”, apresenta seu novo disco em uma temporada de shows que inclui apresentações no Ceará e na Paraíba. A estreia é nesta quarta-feira, 29/4, em Sobral, às 20h, no tradicional Teatro São João (Praça São João, 156, Centro), com entrada franca. A apresentação tem produção da Modo Maior e apoio exclusivo da Prefeitura Municipal de Sobral.

A temporada inclui ainda apresentações em Fortaleza, nos dias 6 e 23 de maio, no Centro Cultural Banco do Nordeste, e em Sousa-PB (dia 20/5) e Juazeiro do Norte (dia 21/5), também nas unidades do CCBN em cada cidade, sempre às 19h. A produção também é da Modo Maior, de Olímpio Rocha, letrista e parceiro de Manassés, e conta com patrocínio exclusivo do Banco do Nordeste, por meio da Lei Rouanet, viabilizando a circulação do show e a realização de uma temporada capaz de descentralizar o acesso ao trabalho do grande violonista cearense.

Embora “Mana Mano”, o disco que dá nome ao novo show, tenha sido gravado exclusivamente por Manassés, somando em cada canção camadas musicais em violões de nylon e aço e no violão de 12 cordas responsável pelo timbre imediatamente associado ao músico natural de Maranguape, o show trará o artista na companhia de outros grandes nomes atuantes na cena instrumental cearense.  Cristiano Pinho (guitarra e rabeca), Miqueias dos Santos (contrabaixo), Jorge Levi (acordeom), Jones Cabó (percussão) e Adriano Azevedo (baterista). Uma formação mais enxuta e com nomes diferentes daqueles com que Manassés se acostumou a dividir o palco, ao longo dos últimos anos.

“É um show novo, que traz quatro músicas do novo CD, algumas outras mais antigas e algumas releituras escolhidas entre músicas internacionais que o público gosta, ajudam a gerar uma comunicação, ali no meio do show. Quando eles reconhecem a música, chega o olho brilha” comenta Manassés.

“Fiquei muito satisfeito com esse disco. A princípio ia fazer um disco solo, só com um instrumento, mas acabei resolvendo colocar vários violões, fazendo overdubs, até pra depois poder chamar mais músicos pra fazer o show. Gostei muito do resultado, logo de cara, o que não costuma acontecer”, revela, descontraidamente, sobre o álbum que inclui releituras de “Lamento sertanejo”, em tributo a Dominguinhos, e “Légua tirana”, em tributo a Luiz Gonzaga e ao cearense Humberto Teixeira, cujo centenário é comemorado em 2015.

De “Mana Mano”, o público poderá apreciar temas como “Retirantes” (composta sob a lembrança das levas de migrantes singrando o sertão e aportando nas cidades, em tempos de seca e precisão) e “A terceira ponte”, escrita em homenagem a Brasília, para onde o próprio Manassés migrou, há quatro anos, mantendo-se então em uma ponte entre a capital federal e Fortaleza, com visitas regulares a Paris, cidade que também mereceu duas composições.

Ontem e hoje
Temas mais conhecidos do público que acompanha a trajetória de Manassés também farão parte do show, em que, além do CD, será lançado o livro de partituras intitulado “A Música Universal de Manassés”.  “Menino de rua”, “Passeio de ônibus” e “Nanasalturas” pertencem a esta safra inspirada e definitiva, que marcou de modo perene o nome de Manassés entre os grandes instrumentistas e autores, dono daquilo que todo grande artista almeja e persegue: uma sotaque próprio, uma estética definida, uma assinatura.

O reconhecimento amealhado ao longo de uma carreira que remonta aos anos 70, quando após tocar guitarra em bailes embarcou com Rodger Rogério, Téti e Édson Távora rumo ao sul de sorte e estrada a seduzir, hoje oferece a Manassés a tranquilidade para acrescentar outras possibilidades – mais descontraídas e abrangentes – a seu fazer musical.

Das longas temporadas compartilhadas na década de 80 com o cantor e compositor Raimundo Fagner, cujo grupo voltou a integrar há três anos, aos inúmeros discos produzidos quando do retorno a Fortaleza nos anos 90 (incluindo trilhas para cinema e balés da Edisca), tempos do estúdio Olho D´água e do “boom” de CDs de músicos independentes cearenses, na esteira da lei estadual de incentivo à cultura. Caminhos ao longo dos quais dividiu estúdios e palcos com nomes como Luiz Gonzaga, Roberto Carlos, Nara Leão, Mercedes Sosa, Pablo Milanez, Gal Costa, Chico Buarque, Zé Ramalho, Elba Ramalho, Moraes Moreira, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Raul Seixas, entre tantos outros.

Em todo esse tempo, Manassés construiu uma obra de grande apuro e repercussão e consolidou sua assinatura artística, no timbre das 12 cordas, em temas instigantes e imagéticos, plenos de referências tanto à música nordestina quanto a sons do mundo. Reflexos de suas passagens por outros países da América Latina, pela Europa e até mesmo pela então União Soviética, estações de uma trajetória que fez de Manassés um dos instrumentistas brasileiros de maior reconhecimento nacional.

Repertório diversificado
Hoje, essa sensação de “dever cumprido” Manassés se sente à vontade para acrescentar a suas próprias composições algumas releituras que o público reconhecerá do rádio. “Time after time”, pérola pop do repertório de Cindy Lauper, “Fragile”, lírico folk de Sting, e “Wish you were here”, de David Gilmour e Roger Waters, um dos grandes sucessos do Pink Floyd levam Manassés e banda por outras sonoridades. Todas ganham releituras diferenciadas, incluindo novos arranjos e espaço para a improvisação.

Viola, guitarra e rabeca
A convivência com Cristiano Pinho, sedimentada na banda de Raimundo Fagner, é outro diferencial da nova temporada de shows de Manassés, que une sua viola à guitarra e à rabeca de Cristiano. “Essa ideia de tocar com o Cris surgiu quando a gente fez uma temporada na Caixa Cultural, com a Téti e o Rodger. Temos novos projetos para fazer juntos, e esta temporada do ‘Mana Mano’ é o primeiro”, aponta Manassés. “Gosto demais de tocar com o Cris, porque ele só dá nota certa, não dá uma nota a mais. É espetacular”. A nova temporada promete.

SERVIÇO
 “Mana Mano”. Show com Manassés e banda. Lançamento do novo CD e do livro de partituras “A Música Universal de Manassés”. Quarta-feira, 29/4, às 20h, no Teatro São João, em Sobral. Entrada franca. Depois a temporada continua com apresentações em Fortaleza (6/5), Sousa-PB (20/5), Juazeiro do Norte (21/5) e novamente em Fortaleza (23/5), sempre às 19h, nas unidades do Centro Cultural Banco do Nordeste e também com entrada franca. Informações: (85) 9991-1120 / (85) 8753-5313 / (85) 8699-6524.
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