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quarta-feira, 3 de junho de 2015

Antes de renunciar, Blatter foi informado que era investigado nos EUA

Joseph Blatter sabia que estava sendo investigado pelos Estados Unidos quando anunciou sua decisão de deixar a presidência da Fifa, nesta terça-feira. O suíço decidiu convocar novas eleições apenas quatro dias depois de ter sido eleito para um quinto mandato. Sob forte pressão de cartolas, de políticos e patrocinadores, Blatter deixa o poder depois de 17 anos como presidente e 39 anos como funcionário da entidade máxima do futebol.
Mas foi acima de tudo o risco de uma prisão e um processo penal que mais pesaram na decisão. Se no fim de semana Blatter insistia que não renunciaria, tudo mudou quando ele foi informado extraoficialmente que o Departamento de Justiça dos EUA estava tentando montar um caso contra ele, baseado nos depoimentos de dezenas de pessoas, inclusive os cartolas que foram presos nos últimos dias.
A pressão aumentou quando foi revelado que a Justiça americana estava investigando Jérôme Valcke, seu braço direito. Documentos revelaram que ele o secretário-geral da Fifa sabia dos pagamentos de US$ 10 milhões para cartolas no Caribe, que estão sob investigação pelo FBI. Inicialmente, a Fifa insistiu que a carta vazada na segunda-feira à noite não provava nada. Mas, horas depois em Zurique, a crise estava instalada.
Valcke já havia anunciado que não viajaria ao Canadá, um forte aliado dos EUA, para a abertura do Mundial Feminino, que ocorre no fim de semana. Ele era o principal executivo do torneio que, nos últimos anos, ganhou uma nova dimensão na entidade. Mas fontes em Zurique confirmam que existiam temores de que, estando no Canadá, a polícia local pudesse atender a qualquer momento um eventual pedido de extradição por parte dos EUA. Para Blatter, ter seu braço direito envolvido poderia significar um contágio imediato.
O Ministério Público da Suíça também indicou que havia aberto um novo processo penal por lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta contra um alto funcionário da Fifa. Mas garantiu que, por enquanto, não se trata de Blatter.
Mas, aconselhado por seus advogados e cobrados por patrocinadores, Blatter decidiu renunciar num escândalo de corrupção que fez sete presos em Zurique e se aproximou de seu gabinete.
Para completar, um tribunal de Nova Iorque deve publicar nesta quarta-feira a íntegra de depoimentos no processo da Fifa, o que poderia trazer à luz nomes como o de Blatter, citados textualmente por testemunhas e mesmo por condenados.
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