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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Estações ferroviárias centenárias estão em ruínas no Ceará

Construída há 133 anos, a Estação Ferroviária que impulsionou  o desenvolvimento econômico, cultural e social de Sobral, na Região Norte do Ceará, está abandonada há quase três décadas. Inaugurada em dezembro de 1882, a estação passou a ligar as cidades de Camocim com Crateús, Itapipoca e Fortaleza. A última viagem com passageiros saindo de Camocim para Sobral foi registrada em dezembro de 1988. Segundo funcionários aposentados, aquele, foi um dia marcado por muitas lágrimas, com a população inconformada com a extinção do trem de passageiros.
Tombado pelo patrimônio da RFESA em 1982, o prédio de sete compartimentos, localizado na área central do município,  já foi o principal meio de transporte para famílias de baixa renda dessa região do estado, contribuindo também de forma importante, para o desenvolvimento econômico da cidade, escoando as mercadorias desembarcadas no porto de Camocim. Foi no ciclo do algodão o período de maior desenvolvimento da malha ferroviária no Ceará. Porém, o que se vê hoje são ruínas, prédios centenários e de história relevante, sendo destruídos pela ação do tempo, por cupins, e no caso de Sobral, servindo como esconderijo para assaltantes e usuários de drogas. Assim como a estação de Sobral, a estação de Massapê, Varjota e outros municípios, estão abandonadas.
A falta de políticas públicas integradas entre Municípios, Estado e União, na preservação das estações, aos poucos vamos perdendo parte de nossa história. Uma parcela de culpa também é da sociedade que não cobra providência ao Ministério Público, para fazer cumprir a LEI No 6.513, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1977.
Art . 1º – Consideram-se de interesse turístico as Áreas Especiais e os Locais instituídos na forma da presente Lei, assim como os bens de valor cultural e natural, protegidos por legislação específica, e especialmente:
Art. 216. Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem:
 
V – os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico.
 
§ 1º – O Poder Público, com a colaboração da comunidade, promoverá e protegerá o patrimônio cultural brasileiro, por meio de inventários, registros, vigilância, tombamento e desapropriação, e de outras formas de acautelamento e preservação.
 
Procurados pela nossa redação, o escritório da Transnordestina, com sede em Pernambuco, atual responsável pelos prédios no Ceará, não respondeu nosso e-mail. Já a prefeitura de Sobralalegou não ser responsável pela manutenção do prédio, preferindo não se manifestar sobre o assunto. Com informações de Wellington Macedo, do sobralpress.com.br
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