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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Foto da criança morta em um naufrágio chama a atenção do mundo para uma das maiores tragédias humanitárias da história.


todos os dias, milhares de sírios arriscam suas vidas para fugir da guerra entre as forças do governo e os radicais do Estado Islâmico. Mais de 220 mil pessoas morreram desde 2011, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). Mas foi nesta semana que o assunto ganhou ainda mais destaque.
A imagem do corpo de Aylan Kurdi, de 3 anos, encontrado morto na praia de Ali Hoca, em Bodrum, chamou a atenção do mundo, se tornou símbolo da tragédia e inspirou artistas que, sensibilizados pela situação, transformaram a foto em ilustrações com mensagens de paz, solidariedade e críticas.
Ele caiu do barco e morreu afogado quando sua família tentava fazer a travessia de barco, entre a Turquia e a Grécia. O drama comoveu Rio Preto, cidade que tem proporcionalmente a segunda maior comunidade sírio-libanesa no Estado de São Paulo.

imagem menino Sirio_Aylan 02Foto do garoto encontrado morto em praia, chocou o mundo
Os imigrantes sírios-libaneses começaram a chegar na cidade em 1908 e são peças importantes para desenvolvimento econômico de Rio Preto, segundo professora e historiadora Nilce Apparecida Lodi.
Imigrante libanês, o empresário Tarek Sarout diz que ficou emocionado ao ver pela internet a fotografia da criança morta. “Fiquei chocado. O mundo tem de se mobilizar para evitar a repetição de cenas tão tristes. Famílias inteiras estão fugindo da morte na Síria. São viagens arriscadas, em barcos inseguros. Infelizmente, algumas têm destinos trágicos, como essa criança da foto. Os países precisam dar abrigo aos refugiados”, disse o empresário.
Filho de imigrantes libaneses, o empresário Nadim Cury diz que o sofrimento dos refugiados sírios o faz recordar do drama vivenciado por seus pais, que tiveram de fugir da perseguição religiosa no Líbano e encontraram paz no Brasil. “É obrigação dos Estados Unidos, França e Inglaterra acolherem os refugiados. Eles não podem ser omissos. O terror promovido pelo Estado Islâmico contra as pessoas que não pensam como eles é também uma forma de represália. O mundo tem obrigação de lutar para acabar com esse horror.”

imagem - menino Sirio_Aylan 03Aylan brincando de bola antes de sua morte
Para o sociólogo Carlos Eduardo Guimarães, imagens de vítimas de tragédia causam consternação na sociedade e se transformam em símbolos, o que pode levar a reflexão para mudanças sociais.
"É evidente que para mudar a realidade dos refugiados é preciso adotar ações políticas. Essas ações são influenciadas por uma série de fatores. A imagem de pessoas anônimas como dessa criança e de outros exemplos como daquela menina nua na guerra do Vietnã e das bombas de Hiroshima e Nagasaki, sensibilizam e se tornam o ponto de início de discussão."
Ainda segundo Guimarães, o imediatismo com que os fatos são noticiados e imagens e vídeos divulgados contribuem para a forma de reação mundial.
"Temos agora a internet, que não existia nesses em outros episódios, o que influencia na reação das sociedades. Hoje, em questão de segundos temos conhecimento de tudo o que ocorre no mundo, consequentemente a reação também é imediata."
Manifestação artística
A arte como releitura de tragédias provoca sentimentos que, segundo o artista Paulo Fuscaldo, reflete como um espelho o que cada individuo tem em seu interior. "A forma como cada um enxerga depende do que está em seu âmago. Aquilo que queremos transmitir pode não ser o que o outro enxerga."
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