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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Nova fase da Lava Jato atinge todo o PMDB e chega ao Ceará

Hoje, no dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) irá julgar o rito de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), é o PMDB quem amanhece fragilizado. O partido que detém os três primeiros nomes na linha sucessória da Presidência da República foi alvo de nova fase da Operação Lava Jato ontem. Desta vez, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ) também entrou na lista da Polícia Federal (PF). Os mandados de busca e apreensão chegaram às 6 horas da manhã da terça-feira à casa de Cunha. Computadores, tablets, celulares e papéis foram levados.Antes da hora do almoço, os 53 mandados autorizados pelo STF já permitiam investigações de membros de todas as alas do PMDB, dos oposicionistas mais ferrenhos a ministros de Governo, como Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) e Henrique Eduardo Alves (Turismo). Homens de Cunha, de Renan Calheiros (presidente do Senado) e do vice-presidente Michel Temer viram a PF revistar seus escritórios e casas. O senador Edison Lobão (MA) também estava entre os investigados.

Os braços da Operação se estenderam ao Ceará. O deputado federal Aníbal Gomes, apontado em delações premiadas como articulista de Renan Calheiros, entrou na mira do Ministério Público Federal (MPF). O gabinete dele, em Brasília, foi um dos locais visitados pela Polícia Federal. Em Fortaleza, o ex-presidente da Transpetro (subsidiária de transporte e logística da Petrobras), Sérgio Machado, recebeu dois mandados em sua mansão no bairro Dunas. Após dez anos no comando da empresa, ele cedeu a pressões do mercado e renunciou ao cargo em fevereiro último, como consequência de ter o nome citado na Lava Jato.

O dia ficou ainda mais tenso para o PMDB depois que o Conselho de Ética da Câmara decidiu, após sete sessões adiadas, prosseguir com o processo de cassação de Cunha. Desde o início do ano, o PMDB tem ganhado poder com a impopularidade do Governo Dilma. No entanto, uma semana após o presidente nacional da legenda, Temer, enviar carta-desabafo sinalizando rompimento com o Governo, é a vez de os peemedebistas passarem por dificuldades. O estrago poderia ter sido ainda maior para a sigla, não fosse o STF barrar cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa Calheiros, solicitado pela Procuradoria Geral da República.

Se a aliança que une Executivo e Legislativo (PT-PMDB) andava comprometida, após rompimentos de parlamentares e da carta de Temer, os próximos capítulos prometem ser ainda mais nebulosos. Por um lado, hoje as ruas protestam contra o impedimento de Dilma, em manifestações organizadas por movimentos sociais, sindicais, petistas e aliados. Por outro, o STF decide sobre o rito de impeachment que ainda pode resultar na herança da República para o PMDB, que se reúne nesta quarta para discutir o futuro da aliança com o governo.
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